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Jim Beam: Do Tennessee ao Kentucky

24 de jul. de 2020
2 min de leitura

Quando uma paixão começa, logo você quer sempre mais.


Quer mais daquele sentimento de experimentar algo novo, descobrindo emoções diferentes, sentindo a endorfina correr por cada parte do seu corpo, gerando a sensação de recompensa e bem-estar no organismo e a busca por adrenalina.


Isso acontece em relacionamentos, esportes, viagens, eventos de alto risco (como pular de paraquedas ou bungee jump), ou fazer algo do tipo "proibido é mais gostoso". Pensem no que quiserem para este último.


O fato é que: para quem gosta muito de algo, sempre vai querer mais. Infelizmente existem vícios que não são bons, que prejudicam mais que ajudam no bem-estar. Outros que fazem super bem.


Talvez meu hobbie esteja no meio deste caminho.


Passei a ser amante de whiskey e isso me fez ir atrás de coisas novas. Como falei no post anterior, tive uma experiência sensacional com Jack Daniel's e uma história digna de contar para meus filhos, netos...


Depois disso, lá vem a busca pela endorfina novamente.


Sendo assim, busquei referências do que seria um bom "concorrente" do velho Jack (e que coubesse no meu orçamento na época).

Pelo Jack ser bem parecido com um bourbon, acrescido do processo Charcoal Mellow, decidi comprar um bourbon. Procurei alguns na internet e depois fui no supermercado mais famoso da cidade procurar se tinha algum. E encontrei.


Jim Beam, Kentucky Straight Bourbon Whiskey (obviamente produzido no Kentucky, e migrando do estado do Jack Daniel's, Tennessee), foi a escolha mais plausível possível, tanto no estilo quanto no preço (na época uns 70 reais). Comprei e fod@$&.


Jim Beam, como o próprio rótulo da diz, "The world's Nº1 Bourbon" (O Bourbon Nº1 do mundo). É o bourbon mais vendido no mundo e teve sua origem em 1975, com o nome de "Old Jake Beam". Quanta histórias essas garrafas já enfrentaram...


Fui para casa com ele, emocionado e com pouco peso na consciência por ter gastado "tanto". Estava na parte da tarde, então esperei até que anoitecesse para apreciar um novo sabor. Chegou a noite e fui tomar minha dose de endorfina em forma líquida e feita a partir de milho.


Lembro que achei um pouco mais forte que o JD, até porquê ele não foi "adocicado" como ele, mas ainda assim era "doce", com forte gosto de baunilha (que eu mal entendia na época, mas bebendo outras vezes pude perceber). Me deitei escutando um jazz suave e relaxei, até tomar outras doses e apagar novamente.



Só sei que disso tudo, novas emoções vieram e as buscas não pararam por aí, mas isso é história pra outro post.


PS: Também guardo até hoje a garrafa que comprei anos atrás. Tenho o costume de deixar um "restinho" no fundo da garrafa. Muita gente pode me achar maluco, não sei bem o motivo pelo que faço isso, nem adianta perguntar.

Não sei dizer se sou colecionador, acumulador ou só um cara muito apegado às coisas que alcançou. Algum dia eu descubro...


1ª imagem: retirada do site pinterest.

2ª imagem: foto tirada por mim mesmo, no dia que comprei e bebi ele. Com direito a um abajur de Jack Daniel's que eu mesmo fiz.

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