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White Horse: Perdendo a virgindade

White Horse: Perdendo a virgindade

8 de jul. de 2020
2 min de leitura

Atualizado: 24 de jul. de 2020

Foi como engolir fogo com sabor de malte.

Ou tomar um coice de cavalo na garganta. O que também faria sentido, pelo item que se tratava.


Foi essa a sensação do primeiro trago de whiskey, em meados de 2009, na casa de um amigo que mantenho até hoje e me acompanhou na aventura de surrupiar uma garrafa de White Horse do pai dele.


De início, ele resistiu: "Meu pai vai perceber, não vou fazer isso não." Todo politicamente correto na época.


Mas acabou desistindo, num momento em que estávamos tocando guitarra juntos e logo depois ouvindo música. Me lembro bem como Van Halen tocava alto e logo depois veio Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, e a letra soou como um desafio. "Cause I'm as free as a bird", então eu faço a porra que eu quiser - pensei.

Quando nos demos conta, já estava com a garrafa na mão, sentados no chão do quarto, com as guitarras do lado e tomando a coragem necessária para beber e superar o medo de não ser pego.

Abri a garrafa e senti o cheiro, acredito que foi amor à primeira "cheirada". Parecia que eu já tinha tomado uma dose de adrenalina e aquilo só aumentou minha vontade.


Logo depois veio o gole, e percebi que o amor não durou tanto tempo assim mais. Esperava algo forte, mas foi além do que imaginava. Caretas e tosses não são palavras suficientes pra descrever a sensação, mas o cavalinho branco acertou meu peito em cheio. Foi bom (ou ruim) enquanto durou.


Guardamos a garrafa no mesmo lugar (não, não completamos com água) e fomos ouvir mais rock pra curtir o momento. Senti pela primeira vez a coragem líquida atuando no meu corpo e foi indescritível.


Para me lembrar disso, tenho uma foto tirada com um celular primitivo que mal dá pra identificar quem é, o que é e onde foi tirada.


Aconselho a todos ter uma experiência mais sofisticada que eu, mas, a minha no final foi boa pra caralho e não me arrependo de nada.


Essa foi minha entrada no universo do malte, do cheiro de notas de caramelo, da degustação de destilados e apreciação que cada um tem.


Não citei o nome desse amigo aqui mas tenho certeza absoluta que ele vai saber que é ele.

1 comentário


bernardo.quiulas
16 de jul. de 2020

Show! Qual a dica para uma primeira experiência com a bebida? A que tive ainda não valeu.

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